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Archive for the ‘Ana Pizzol’ Category

Primeiro vem a ideia

A maioria das pessoas só querem ser felizes. Mas a maioria delas não faz ideia do que precisa pra ser feliz. Eu mesma tbm não sei. Mudo de ideia sempre sobre o que me faz feliz. Mas somos assim. Eu passei metade da minha vida querendo um namorado. É claro que os tive nesse período. Mas nenhum chegou perto de atingir este coração frio.

Mentira, não é nenhum pouquinho frio. Mas eu achava que era. Por que? Porque eu não sabia que tipo de homem era capaz de realmente de fazer feliz. Até que descobri. E quando eu descobri eu puder procurar nos homens que conheci, o homem que faria eu me apaixonar e amar de verdade. E quando eu descobri que características (não físicas, que fique claro) este homem tinha que ter, eu o encontrei.

Por isso, antes de qualquer coisa, precisamos descobrir aquilo que nos faz feliz. Eu usei o exemplo de meu namorado, para dizer que primeiro eu tinha a ideia do que eu queria, do que eu precisava para ser feliz, e depois eu consegui achar o que eu queria no mundo. Primeiro tem que vir a ideia.

Por isso, eu grito, falo, repido e sussurro. Vamos primeiro descobrir quem somos. Vamos primeiro parar e escutar as batidas de nosso coração. Vamos primeiro olhar pra dentro da gente. É isso que estou sempre tentando fazer, para conseguir ser mais feliz.

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Essa é a primeira vez em minha vida em que não tenho emprego. To fazendo trabalhos freelancer e estou passando muito tempo trabalhando em casa. Nunca tinha tido esta experiência de não ter que sair  e me encontrar com um grupo de pesssoas, trabalhar o dia todo ao lado delas e depois voltar para casa.

Agora eu acordo, ligo meu computador, depois tomo café. As vezes dou uma volta de bicicleta no calçadão a beira mar e depois volto para casa e começo a labuta. Sozinha. É verdade que não ter ninguém pra encomodar e cobrar é maravilhoso. Ser seu próprio chefe tbm. Quanto ao trabalho eu realmente não tenho o que reclamar.

Mas como ser humano que sou, demasiadamente humano, eu reclamo de não conviver com ninguém. Passo o dia inteiro conversando apenas através do MSN, e como a maioria das pessoas tem colegas presenciais para conversar, não dão tanta atenção quanto eu pela conversa e muitas vezes me pego falando sozinha. Não obtenho respostas.

E ai, chega essa hora da noite, depois de passar o dia só, eu quero sair. Mas como estou namorando a um bom tempo e definifivamente não sou a pessoa mais social do mundo, tenho poucos amigos. E pra piorar um pouco as coisas eu e meu amor só nos vemos nos finais de semana, porque eu quis assim. E ai, aqui estou eu sozinha.

E eu me pergunto, quando foi que eu resolvi me guardar do mundo e não querer me dividir com as pessoas de tal forma a quase não ter amizades na minha cidade? Eu tenho amigas maravilhosas, mas elas moram em outras cidades e as vejo bem menos do que gostaria. Mas tbm não faço grandes esforços para promover os encontros.

E por isso que me pergunto ainda mais uma vez. Quando foi que eu quis parar de me dividir e ficar me acumulando? O que eu tenho medo de perder? O que eu tenho medo de dar?

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Feliz

Me sinto bem. Com a mente tranquila, coração aberto e poucas coisas com as quais me preocupar. Ai vem à dificuldade de escrever para o meu blog. É tão mais fácil falar de sentimentos quando o coração sofre, quando a mente não para de funcionar. Quando tudo esta tão bem, do que escrever? A felicidade é mais difícil de ser explicada, de ser descrita. De ser racionada. Se sente. E só. E basta.

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Sinto

Quando a gente muda, o mundo muda com a gente. Como é bom olhar na mesma direção e ver coisas totalmente diferentes. Quando os sentimentos caminham de acordo com o que se faz. Quando o que se faz, está de acordo com o que se sente. A gente se sente com mais sentido. As coisas fazem mais sentido. Tem sabor diferente. E se saboreia com calma. E se sente todo o gosto. Tanto o doce quanto o amargo. Se permite sentir os dois. Se aceita. Sem culpa. Sem pressa.

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As cinzas do passado

Qual é mesmo a importância do passado nas nossas ações do presente? Qual é a medida ou estudo exato que nos tira ou coloca responsabilidades conforme nossa construção de personalidade da infância? O quanto usamos isso para nos eximir da responsabilidade de atos cometidos hoje?

Eu mesma costumo, com muita frequência, culpar meus pais por coisas que aconteceram na infância, acreditando que devido a essas coisas eu tomo certas decisões hoje. Mas até que ponto isso realmente faz sentido? Revirar as cinzas do passado é tentar nos esquivar das resposabilidades sociais de nossas ações?

Por um lado, sim. Vamos combinar que fica bem mais fácil também. “Eu fiz tudo isso ontem devido aquele acontecimento quando eu tinha 5 anos de idade e não tinha ninguém para cuidar de mim e …”. É dar para os outros o que não é deles e é também um tapaolhos que não ajuda em nada na hora de mudar de atitudes. O passado tem sim, muita importância, mas não tentemos dar a ele mais do que ele pode carregar, já que nós é que não aguentamos com o peso. E ao invés de tentarmos nos livrar, jogamos lá atrás, e assim continuamos mais e mais pesados.

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As vezes

Porque um dia você acorda e o sol brilha mais e tem mais luz e calor. E o ar entra e sai dos pulmões com leveza. E os cabelos estão mais soltos, mais leves e macios. Quando você é indagada, a resposta sai autêntica, tranquila, e as vezes até tem graça.

E você olha na vitrine da loja e se vê, e diminui os passos, ou até para. Tem dias que você cheira sua pele do braço, e gosta do cheiro. Passa seus lábios sobre ele em demostração de carinho. As vezes você para na frente no espelho e se olha, e sorri, numa demostração de afeto. E você olha nos olhos, bem fundo, passando confiança. Nesses dias os passos são ritimados e os caminhos são floridos.  E você não está sozinha.

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Tão longe

As ruas parecem longes demais. Os prédios são altos e nem imagino como é acima deles. Os corredores parecem não acabar e e nunca sei em que por ta entrar. As salas são muito amplas e vazias. Os livros têm muitas palavras e parecem não dizer nada. A TV transmite tanta coisa que nem dá para assimilar. Os pássaros voam longe e borboletas nunca mais vi. Os sons são altos e mal posso decifrá-los. As pessoas passam longe e não posso tocá-las.

Tudo parece tão distante, tão complicado, tão estranho. Faz-me pensar se não é o caminho até mim que nunca chega. Se é o que eu falo que não é pra ser decifrado. Se o que aparento ser, não é o que eu sou. Se o que eu berro, ninguém consegue entender. Se não sei mais voar ou se voo alto demais. Tão distante de mim, tão distante de tudo. 

Longe demais para encurtar ruas, aquecer salas, encurtar conversar, achar a porta certa no corredor, escolher o programa na TV, ter paciência em ler até conseguir entender, sentar e olhar pássaros e esperar borboletas sobrevoarem baixo.

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